Moradores de Campo Grande aguardam saque do FGTS

Mais de um mês após o temporal que atingiu Campo Grande em setembro, os moradores ainda aguardam a liberação do saque-calamidade do FGTS.

O benefício, que permite retirar até R$ 6.220 do FGTS, está pendente de definição sobre quais áreas foram afetadas e quais endereços são elegíveis.

A situação de emergência foi reconhecida pelo Governo Federal, mas até o momento, os trabalhadores ainda não têm prazo definido para acessar os recursos.

Enquanto isso, a Prefeitura está buscando agilizar o processo, já que vidas e bens foram severamente impactados pela tempestade do dia 10 de setembro.

Situação atual do saque-calamidade

Após o temporal que atingiu Campo Grande no dia 10 de setembro, os moradores ainda aguardam a liberação do saque-calamidade FGTS. Apesar do reconhecimento da situação de emergência pelo Governo Federal, a liberação do benefício ainda não foi concretizada. O governo anunciou novos financiamentos para o estado, mas os trabalhadores afetados não têm previsão de quando poderão acessar até R$ 6.220 do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, conforme o saldo disponível e os critérios estabelecidos.

Na última atualização divulgada em 10 de outubro, ainda não existia uma portaria ministerial que reconhecesse a situação de calamidade pública em Campo Grande, o que impede a liberação do saque-calamidade. A administração municipal deve apresentar informações sobre as áreas afetadas para que o processo avance.

Impactos do temporal na população

O impacto do temporal foi significativo, resultando em mais de 450 ocorrências de danos, incluindo quedas de árvores e postes, além da interrupção do fornecimento de energia. Moradores como Luan, que enfrentaram prejuízos em suas casas, ainda estão sem respostas quanto ao seu acesso ao saque-calamidade FGTS. Luan, que teve que despender dinheiro para reparos, expressou sua frustração com a demora na liberação do benefício e a falta de informações sobre se seu endereço foi incluso no levantamento das áreas afetadas pela Defesa Civil.

  • Dano na residência do Luan: alagamento, quebra de telhas e quedas de energia.
  • Perdas financeiras devido à interrupção do fornecimento de energia.
  • Desconhecimento se sua rua foi registrada como área afetada.

A espera pelo saque-calamidade tem gerado ansiedade entre os moradores, que precisam de respostas sobre como e quando poderão acessar o auxílio. A situação ainda é incerta, e a população aguarda uma definição clara da prefeitura e da Caixa Econômica Federal sobre a liberação dos benefícios e os critérios para que possam ser atendidos.

Processo de liberação dos recursos

O processo de liberação do saque-calamidade envolve várias etapas, incluindo a habilitação do município junto à Caixa Econômica Federal. A prefeitura é responsável por fornecer informações sobre as áreas impactadas, e somente depois que esses dados forem analisados é que os trabalhadores poderão solicitar o benefício.

Para ter acesso ao saque, é necessário que os residentes afetados informem que suas casas foram danificadas em decorrência de desastres naturais, como o ocorrido em setembro. Para solicitar, o trabalhador deve utilizar o aplicativo do FGTS e deverá apresentar documentação adequada para validar seu pedido. É importante ressaltar que morar em uma área afetada não garante automaticamente o direito ao saque; o endereço precisa estar incluído na lista de áreas reconhecidas durante o processo de habilitação.

Embora outros municípios em Mato Grosso do Sul já tenham conseguido a liberação do saque-calamidade em 2026, a situação em Campo Grande ainda precisa ser regularizada. Os trabalhadores aguardam ansiosamente a liberação do benefício, que é essencial para a recuperação após os danos causados pela tempestade.

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