Advogada aponta riscos na migração para o FGTS Digital

Mudanças no Processo de Recolhimento do FGTS
Com a atualização realizada em 1º de maio de 2026, o processo de recolhimento do FGTS relacionado a sentenças e acordos trabalhistas passou a ser feito exclusivamente através do FGTS Digital. Essa reestruturação, comunicada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), implica uma revisão significativa nas práticas operacionais das empresas, especialmente nas esferas trabalhista, contábil e jurídica.
Principais Desafios na Migração para o FGTS Digital
Um dos principais desafios nesse novo sistema é garantir que todas as informações sejam enviadas corretamente, prevenindo erros que podem resultar em débitos indevidos ou pagamentos em duplicidade. A advogada trabalhista Maria Carolina Miranda, sócia do **Pessoa & Pessoa Advogados Associados**, enfatiza a importância de um controle rigoroso nas informações que são inseridas no sistema. A falta de atenção nos dados pode acarretar problemas tanto para as empresas quanto para os trabalhadores.
Erros Comuns Durante o Envio de Dados
Entre os erros mais frequentes ao realizar a migração para o FGTS Digital destacam-se:

- Informação Duplicada: O envio da mesma base de dados tanto no módulo ordinário quanto no módulo de reclamatória trabalhista pode acarretar inconsistências.
- Preenchimento Incorreto do Evento S-2500: Um erro no preenchimento pode resultar em problemas de classificação e registros errôneos.
- Pagamentos em Duplicidade: A inclusão de guias diferentes pode levar à duplicação de pagamentos, complicando a regularização da situação da empresa no sistema.
Consequências da Falha no Preenchimento de Informações
As falhas no envio de dados podem provocar várias consequências negativas, como:
- Recolhimentos Indevidos: Pagamentos a mais que precisam ser corrigidos, exigindo pedidos de restituição ou estorno.












