Em 2026, temporais em Mato Grosso do Sul resultaram na liberação do saque-calamidade do FGTS para 7.305 trabalhadores, que retiraram R$ 22,4 milhões. O governo reconheceu situações de emergência em quatro municípios afetados.
Municípios e valores dos saques
O saque-calamidade FGTS foi liberado em quatro municípios de Mato Grosso do Sul ao longo de 2026, permitindo que 7.305 trabalhadores retirassem um total de R$ 22,47 milhões, conforme os dados fornecidos pela Caixa Econômica Federal. Os municípios contemplados foram Corguinho, Rio Negro, Deodápolis e Ivinhema. Ivinhema, por sua vez, se destacou liderando os saques, com 5.222 trabalhadores beneficiados, que sacaram R$ 16,1 milhões, representando cerca de 72% do total retirado.
A liberação do saque-calamidade em Ivinhema ocorreu em 2 de julho, após a cidade ter sido afetada por uma tempestade de granizo em maio. Deodápolis, em seguida, beneficiou 1.807 trabalhadores com saques que totalizaram R$ 5,7 milhões. Já em Rio Negro e Corguinho, os valores retirados foram de R$ 406,6 mil e R$ 94,5 mil, respectivamente, atendendo 198 e 78 trabalhadores.

Ivinhema e Deodápolis em destaque
Ivinhema, com seus 5.222 beneficiários, demonstrou a grande repercussão do saque-calamidade FGTS, sendo a cidade mais afetada e que demandou a maior retirada de valores do FGTS. Isso se deu após o reconhecimento do estado de emergência pela situação gerada pela tempestade de granizo. Deodápolis também viu um número significativo de retiradas, totalizando 1.807 beneficiários, refletindo os danos severos causados também em sua região pelos eventos climáticos.
A situação em Rio Negro e Corguinho, embora com números menores, ainda mostra a necessidade de apoio aos trabalhadores afetados. A liberação do saque-calamidade foi um alívio temporário para as famílias enfrentando dificuldades financeiras após desastres naturais que impactaram diretamente suas residências e modos de vida.
Situação de Campo Grande e liberação pendente
Em Campo Grande, os moradores que sofreram com o temporal de 10 de setembro ainda aguardavam a liberação do saque-calamidade FGTS até a última atualização em 10 de outubro. A tempestade no município causou mais de 450 ocorrências, incluindo quedas de árvores e postes, além de danos a imóveis e interrupções no fornecimento de energia elétrica.
A Prefeitura de Campo Grande já havia submetido a documentação necessária à Caixa, mas a aprovação do benefício não havia sido concluída devido à falta do reconhecimento formal da situação de emergência. Para que o saque-calamidade seja liberado no município, é imprescindível que haja a habilitação do processo pela Caixa, que inclui a identificação das áreas afetadas.
Para os trabalhadores de Campo Grande, o saque-calamidade FGTS se torna uma fonte essencial de recursos para a recuperação após os danos causados pelas intempéries, assim como ocorreu em outros municípios do estado. O aguardo pela liberação do benefício continua a ser uma preocupação para os habitantes da capital sul-mato-grossense.

